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Feita a triangulação histórica avanço pelo meu entendimento do filme; esta é uma animação épica com gente dentro, não obedece rigorosamente à história [pelo menos aquela que se toma como a mais provável de ter ocorrido] mas apresenta primorosamente a história contada no comic de Miller (numa fiel transposição como já o tinham sido também Daredevil e Sin City - igualmente da sua criação).
O filme desenvolve-se a um ritmo avassalador - de batalha constante e arrebatadora, de sobrevivência de fim, de acelerada métrica de livro de banda desenhada - interessa-me aqui perceber melhor onde começou a grande decadência desse clássico império persa (e da evolução das Guerras Médicas) e de como se resume uma batalha em jeito de longa metragem, episódio de guerra ao detalhe - epopeia sintetizada.
O aspecto muito gráfico do filme - as expressões e as sombras foram retocadas por computador e todo o filme e as suas paisagens suportam-se sobre fundo azul - não me chocam, aproximam-se sedutoramente à obra de Miller. A coisa mais surpreendente neste filme é descobrir Rodrigo Santoro no papel do imperador ditador deus Xerxes! Vejam, mais de três vezes.
Visto em calmaria de fim de semana pela tarde.
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