29 de out de 2010

"Está a brincar, Sr. Feynman!"


Este livro foi-me oferecido em 1995. Finalmente, passados 15 anos, decidi-me a lê-lo. E que bela decisão! Este livro é um baú de histórias interessantes, cómicas e, ao mesmo tempo, lições - da vida e de física. :)
Richard Feynman quando recebeu a notícia que ganhou o Nobel da Física, em 1965, teve a seguinte reacção: "são 4h da manhã, ligue-me amanhã a horas decentes!". Este prémio não o mudou enquanto pessoa, só deixou a sua agenda um pouco mais cheia.
Estas memórias foram gravadas, por um jovem amigo percussionista, em conversas informais e daí surgiu este livro. Aqui ficam alguns trechos interessantes e/ou cómicos.

" (...) a senhora começou a falar comigo em português: 'Fala português? Que bom! Como é que aprendeu?'. '(...) comecei a aprender espanhol, depois descobri que vinha para o Brasil...' Agora queria dizer: 'Por isso aprendi português', mas não conseguia descobrir a maneira de dizer por isso. Contudo, sabia construir palavras GRANDES, (...) acabei a frase desta maneira: 'CONSEQUENTEMENTE, aprendi português!". (...) ela disse: 'Oh, ele fala português! E com palavras maravilhosas: CONSEQUENTEMENTE!"

"Uma pessoa sensata poderia ter-me dito que aquilo era perigoso: quando estamos longe e temos apenas papel, e nos sentimos sós, lembramo-nos de todas as coisas boas e não nos conseguimos lembrar das razões por que discutimos. E não resultou. As discussões recomeçaram imediatamente e o casamento só durou dois anos."

"Quando somos novos, temos várias coisas com que nos preocupar - se devemos ir a determinada parte (...). E preocupamo-nos, tentamos decidir, mas depois aparece outra coisa qualquer. É muito mais fácil pura e simplesmente decidir. (...) Fiz isso uma vez (...), fartei-me de ter de decidir que tipo de sobremesa comer na cantina, pelo que decidi que seria sempre gelado de chocolate, e nunca mais me preocupei com isso - tinha a solução para aquele problema."

"(...) o tipo que falara comigo estivera apenas a certificar-se daquilo que pensava - os maridos gostam sempre de provar que as mulheres não têm razão - e descobriu, como acontece muitas vezes aos maridos, que a mulher tinha toda a razão. "

19 de out de 2010

DEIXA-ME ENTRAR (anglo-americano)


















O filme anglo-americano Let Me In (2010) não poderia ser introduzido sem lhe referir a ascendência sueca, ou seja, a parelha livro/filme escritos por John Ajvide Lindqvist que lhe serviram de base e com título internacional de Let The Right One In (filme por Tomas Alfredson de 2008 que teve estreia comercial em Portugal sob o nome Deixa-me Entrar). Este é um mais do que assumido orgulhoso remake em que a história e as personagens são adaptadas para o público americano e com ele todos nós: qualquer obra de sucesso em cinema que não anglófona será eventualmente adaptada.

(...) 


Ler o resto da crítica no Magazine HD n5, de Outubro de 2010, pág. 34 (suplemento Take)