19 de out de 2008

Por que é que os homens nunca ouvem nada e as mulheres não sabem ler os mapas de estradas


Allan e Barbara Pease são um casal dedicado a assuntos da comunicação humana. Neste livro apresentam-nos algumas explicações sobre o porquê da relação homem/mulher ser como é: complexa.
Foi com base em estudos científicos, médicos, psicológicos e sociológicos (na grande maioria por universidades europeias) que este casal escreveu este livro, e por isso, mesmo que o título leve o leitor a pensar que se trata de mais um cliché, aconselho a ler primeiro o livro e depois tirar as suas conclusões.
Quando me ofereceram o livro, a indicação foi a de não ler o livro de seguida, mas sim, ir lendo de forma aleatória, uma página. A verdade é que este livro dá para fazer tal coisa, pois a maneira como foi organizado, dá para o ler até mesmo de "trás para a frente". É constituído por capítulos onde se podem encontrar parágrafos (que raramente ocupam mais do que uma página) relativos a uma certa questão. E como em cada questão aparece uma breve descrição do seu contexto, o leitor não se perde se optar por uma leitura mais baralhada. Eu pessoalmente, gosto de começar no princípio e levar o livro até ao fim, sem grandes interrupções. E o facto é que este livro prende a atenção do leitor até à última página pois aborda questões interessantes como: Porque tem as mulheres necessidade de falar?; Porque falam os homens consigo mesmo em silêncio?; Porque são as mulheres indirectas e os homens directos?; Porque saberão os homens para onde vão e porque as mulheres não sabem ler os mapas de estradas? E ao que parece a resposta está pura e simplesmente na química e na genética.
Por várias vezes os autores chamam a atenção para uma questão. Obviamente que nem todos os leitores vão conseguir identificar-se nos textos a si ou ao seu/sua companheiro/a. Os estudos foram feitos a um grupo de pessoas que não representam toda a espécie humana, obviamente, mas que podem representar com um bom grau de aproximação ao que se poderá chamar "comportamento médio" (em média, as mulheres agem de uma forma e em média os homens agem de outra forma).
Ao ler o livro, deparei-me com dicas interessantes que o homem e a mulher poderão aplicar para aperfeiçoar a comunicação entre si. E a verdade é que muitas já eu as utilizava quando era directora de obra e tinha de gerir equipas de trabalho. Desde cedo percebi que tinha de comunicar de maneira diferente àquela que estava a habituada, pois o meu "público" passara a ser de um só tipo: masculino.
A quem se aventurar à leitura deste livro, e em particular em alguns parágrafos, parece que pegaram na sua vida privada e a escancararam num texto público.
Bom, e mais não digo! Leia e descubra você mesmo do que falo!

4 comentários:

disse...

Todo o conhecimento sobre nós mulheres, eles homens, e que raio andamos a fazer juntos, é uma mais-valia a não menosprezar. Emprestas-mo? :)

Si disse...

Eu sou boa a ler mapas :)
E o Ben é óptimo a nao ouvir nada!! :S
O livro aconselha algum tipo especial de cotonetes para homens? ;)
bjnhs para as 2

Ana disse...

Sara, o livro já está empacotado e pronto a enviar para a Rua N.C. ;)
Até me esqueci que o Raul ainda não o tinha acabado de o ler... :D Ainda estamos em negociações, se o envio antes de ele acabar de ou não...

Ana disse...

Sílvia, sobre cotonetes para homens não encontrei nenhuma dica no livro, agora sobre muitas outras coisas, sim. Pode ser que o pacote vá ter a tua casa em NC! :D