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19 de out. de 2010

DEIXA-ME ENTRAR (anglo-americano)


















O filme anglo-americano Let Me In (2010) não poderia ser introduzido sem lhe referir a ascendência sueca, ou seja, a parelha livro/filme escritos por John Ajvide Lindqvist que lhe serviram de base e com título internacional de Let The Right One In (filme por Tomas Alfredson de 2008 que teve estreia comercial em Portugal sob o nome Deixa-me Entrar). Este é um mais do que assumido orgulhoso remake em que a história e as personagens são adaptadas para o público americano e com ele todos nós: qualquer obra de sucesso em cinema que não anglófona será eventualmente adaptada.

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Ler o resto da crítica no Magazine HD n5, de Outubro de 2010, pág. 34 (suplemento Take)

24 de mai. de 2010

SHUTTER ISLAND



















intro

Shutter Island (2010) pode ser resumido e rotulado como um filme não-Scorsese, mas tal opinião será sempre redutora perante a obra – até porque o que não é alheio a todas as áreas de criação é a inovação; que surge naturalmente acompanhada com irregularidades na qualidade e  lado a lado com uma aceitação intermitente pela crítica e pelo público. O último filme de Scorsese é um objecto estranho na sua obra, mas não é por isso que se classifica como um mau filme, nem por sombras.

crítica

Compramos o último cd de uma determinada banda que já conhecemos e gostamos porque lhe identificamos um estilo e é pela continuidade desse que não abdicamos de termos o seu último trabalho. Qualquer alteração a esse estilo será sempre acompanhado com alguma estranheza. O mesmo se passa no cinema e se em David Lynch o magnífico Uma História Simples (The Straight Story - 1999) constituiu uma quebra consciente com a linha do realizador, Shutter Island não é nem uma quebra óbvia nem sequer uma consciente afirmação da diferença [na filmografia de Scorsese]. Ang Lee prova filme após filme que se pode abdicar absolutamente dum estilo vincado e continuar a fazer bom cinema, saltitando entre obras magníficas e tão diversas como Comer Beber Homem Mulher (Yin Shi Nan Nu - 1994) ou O Segredo de Brokeback Mountain (Brokeback Mountain - 2005). 

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Restante da crítica no n1 da Magazine HD, Suplemento Take

12 de jan. de 2010

ÁGORA


















 Este foi o filme mais remotamente honesto que me recordo de ter visto sobre a época clássica. Dos que me vou recordando enquanto componho estas linhas não encontro nem um em que o interesse histórico e a curiosidade fílmica não tenham sido ultrapassadas por um gosto demasiado acre a falta de rigor histórico - mas convenhamos, um filme é um produto comercial e alguns dos ingredientes acrescentados e alterado a/em, e citando alguns de memória como exemplo, Gladiator, Cleópatra, Spartacus, só os fizeram ficar mais apetecíveis enquanto produto e portanto, mais apetecíveis para o público.

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Ver restante crítica na Take n22 aqui : www.take.com.pt


Crítica alterada e composta para publicação (aparte primeiro parágrafo todo o restante texto foi refeito na íntegra)

22 de dez. de 2009

AVATAR


















Não é arbitrário que eu considere Avatar insuficiente e não o considero assim por tomar de ponta o cinema dito “mainstream” norte-americano (ou seja, os filmes saídos do ventre da poderosa máquina dos estúdios norte-americanos - lide Hollywood - em oposição ao cinema independente americano e em forte contraste com o cinema europeu e os fenómenos Bollywood e Nollywood).

É precisamente por ser um seguidor entusiasta do cinema de aventura e entretenimento com o qual etiqueto Avatar (definitivamente mais próximo na forma de um Indiana Jones do que de um Star Trek), que o questiono por ser exigente com esse formato - não destacando um cinema de autor em detrimento de um cinema de massas. É exigência e não purismo, pois seria absurdo apelar a uma pureza num género que se resume em não se resumir.

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Leiam a crítica completa na Revista Take n21 em http://take.com.pt

12 de mar. de 2009

PARIS, TEXAS



O filme mergulha na quase lunar e a vezes semi-desértica paisagem texana com uma belíssima abertura em olhar de pássaro e apresenta um homem caminhando sobre o vazio (Harry Dean Stanton como Travis). A monotonia e a ausência do próprio que até é uma constante na obra de Win Wenders (Lisbon Story) aproxima este filme à obra pictórica de Edward Hopper – na regularidade da paisagem americana que monótona e à vez revela um ocasional personagem, um detalhe fortuito, um objecto casual ou um cartaz acidental, trabalhando a depuração e o ascetismo de beira de estrada americanos como tema central da história.

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Leiam mais na Take n13, em : http://www.take.com.pt

21 de jan. de 2009

O Segredo de um Cuscuz

Este post, foi logo recuperado (e convenientemente adaptado) para a Take nº11. Leiam e partilhem.

Aqui :. http://www.take.com.pt

11 de dez. de 2008

SOBREVIVER COM OS LOBOS



Baseado nas falsas memórias de Misha Defonseca (e que foram reveladas como tal muito recentemente) este filme franco-belga-alemão de 2007 de Véra Belmont, relata a história de sobrevivência de uma criança judia à segunda grande guerra. Separada dos pais, Misha sobrevem a tudo o que lhe surge, enquanto peregrina pelo devastado leste da Europa procurando reencontrar-se com os progenitores.

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ler resto da crítica na TAKE n10 em http://www.take.com.pt

11 de nov. de 2008

BERLIM




Julian Schnabel tem das obras mais consistentes que reconheço em cinema e tenho uma certa cautela em etiquetá-lo completamente como realizador – ele é sobretudo um esteta e, como Anton Corbijn (o tal do magnífico Control) deambula em áreas artísticas eminentemente assessórias do cinema: este fotografia, aquele pintura (tem trabalhos expostos no Berardo).

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ler resto da crítica na TAKE n9 em http://www.take.com.pt

COMANDANTE



A figura charmosa do Ditador é tão atractiva para quem não é directamente reprimido que alimenta inúmeras peças de cinema de qualidade diversa, exterior à definição de ditador que cada um tem consigo. Ditador é alguém que dita, que controla, que se guia pela sede pelo poder e que se prolonga nele, sobrepondo-se a outros. E assim é Fidel ditador, independentemente das simpatias partidárias.

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ler resto da crítica na TAKE n9 :: http://www.takecom.pt

12 de ago. de 2008

TAKE MAG

Como tão bem anotou o Ricardo (http://axasteoque.blogspot.com) o artigo sobre a Take Magazine (http://www.take.com.pt) saia aqui inexacta. A recomendação é assim cumprida e como não tenho por hábito remover ou alterar seja o que for - deixo tudo seguir assim, torto, assumindo sempre o erro - cumpro o pedido do Ricardo com a colagem do texto original já revisto e mantendo o artigo anterior sem tags, para que não prolifere o erro mas que assuma a inexactidão daquele momento:

Faz agora 9 meses que a Hachette deixou de editar a revista Première, a única edição ligada ao cinema que tínhamos, com a alegação de que os custos de produção eram elevados e que não suplantavam os lucros. E até hoje, em Portugal, não mais tivémos qualquer edição em papel, ligada ao mundo da 7ª arte. Foi-me falado então que, por iniciativa de um jovem designer de comunicação, foi criada uma equipa, donde faz parte um dos jornalistas da Première, e que se encontrariam a editar on-line desde Fevereiro deste ano (a edição 0, a título experimental), uma revista de cinema com a designação “TAKE”.

E que o faziam em regime de voluntariado uma vez que nenhuma editora ainda teria assumido a sua publicação em papel. A revista de Maio, a Take 3 (ainda não consta a de Junho) apresenta um layout mais apelativo que a Première, com crítica, reportagem, destaques para entrevistas a realizadores e actores portugueses (Teresa Prata de “Terra Sonâmbula”, Nuno Lopes de “Goodnight Irene”), publicidade a festivais de cinema como o Festróia e passatempos.

Eu sinto a falta do toque, do folhear da revista. E tu, não sentes? Agora que o público português está mais receptivo ao cinema, que pululam festivais e mostras de cinema cujos calendários se encavalitam nas nossas agendas, em que nos queixamos da falta de projecção dos jovens realizadores nacionais, porque razão não temos uma revista de cinema?