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5 de mai. de 2008

RUNNING ON KARMA

Foi mais um que vi pelo Indie, nesta feita na Sala 1 do Londres (que com o King ali ao lado e mais umas quantas pequenas salas espalhadas por Lx vão sobrevivendo neste circuito independente). Este filme de Hong Kong (tramado aqui o gentílico - não faço ideia e não me apetece investigar, aceitam-se contribuições) foi realizado por Johnnie To e Kar Ka Fai e é uma ejaculação de ideias em avalanche imparável de fotogramas, são imagens e informação debitados febrilmente! To é inventivo e processa histórias e personagens num misto de filme de artes marciais, romance e folhetim de detective a Mach1!

A mim fez-me recordar The science of Sleep do Gondry e vejo nele algo como uma Amélie do delta, em analogia com os conteúdos apresentados em todos eles. Perde-se algo pelo irregular avançar da história e o desfecho não me entrou completamente, mas é de ver este desenfreado e luminoso conto de busca da espiritualidade!

Visto no Londres, Av. Roma, LX no INDIE Festival

30 de abr. de 2008

LET THE RIGHT ONE IN

Let the Right One In, de Tomas Alfredson é um filme sueco transposto a partir do livro de John Ajvide Lindquist (de que segue a imagem) e apresentado sobre o tópico Laboratório no seio do Indie Fest de Lisboa - que está ainda a decorrer até ao próximo Domingo e que conta com 238 filmes em exibição entre estreias, primeiras obras, competição de curtas nacional e internacional, competição de longas nacionais e internacionais, Indie Music, filmes-concerto, festas, conferências, ciclo de novo cinema romeno, retrospectiva Guerín, retrospectiva Johnnie To, Indie Junior... O programa é imenso e intenso e incomoda por serem tão vastas as possibilidades! Aqui segue o site oficial :

[V Festival Internacional de Cinema Independente de Lisboa]

Por ser tão difícil a escolha, fiz ontem algo que raramente faço [acho que foi a segunda vez, já o tinha feito da primeira vez que fui ao Fantasporto] e que foi pegar em mim e noutros amigos e ir ver um filme sem ter qualquer ideia sobre o que iríamos ver, completamente espontâneos, totalmente inesperados!

O que encontrámos foi uma interessante variação sobre o mais que explorado tema do vampirismo e que me fez sentir como se estivera no Porto, numa qualquer sessão do Fantas! O filme cresce em nós ao revelar-nos a improvável relação entre um miúdo de 12 anos e a sua amiga vampira, das dores de adolescente, às pequenas descobertas do companheirismo e às tumultuosas relações com os outros que se resolvem na cena final, no ocaso da ligação afectiva entre os dois. Não posso nem gosto de pontuar, detesto categorizar seja o que for que fuja a um simples e verdadeiro gosto, mas em pequeno exercício de forma, diria que este filme não recebe estrelas mas andará pelo meio da segunda parte de uma possível tabela de valores - a ver, portanto!

Visto na magnífica sala do Cinema São Jorge, Av Liberdade, LX