
Li o livro há já alguns anos por recomendação de um amigo. Ontem à noite vi o filme, emprestado por esse mesmo amigo, e onde esse amigo representa um dos polícias (boa, Liminha!).
Corrijam-me se estou enganada, mas parece-me que é o primeiro post de um filme português no nosso blogue. Assim sendo, se é facto que não costumo ver filmes portugueses, vocês provavelmente também não. E fiquei deveras surpreendida com a qualidade dos actores! Nicolau Breyner, Cláudia Semedo, Hugo Sequeira, achei estes 3 realmente muito bons!
Do argumento nem vale a pena falar. É uma história do Eça, que tal como todos os grandes autores não se perde com o passar dos séculos. Contarmos uma história que seja actual passados muitos anos sobre ela, não está na caneta de qualquer um. O assédio sexual e a ausência de castidade dentro da Igreja Católica, a gravidez adolescente, o aborto, a mentira, a homossexualidade, a promiscuidade, a violação, mas também a cumplicidade e a lealdade... E uma coisa que acho muito interessante, que é a repetição nas nossas vidas, daquilo que vemos e temos em casa. Aquilo que os nossos pais nos mostram, a sociabilização primária. Como a Amélia repetia a vida dela ao exemplo da mãe e fruto da violação de um Cónego mentiroso e muito sacaninha.
